quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A caminho da luz...

Quando nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem os olhos, busca-me: Eu sou aquele que sabe sufocar-te as lágrimas.
Quando te julgares incompreendido dos que te cercam e vires que em torno a indiferença recrudesce, acerca-te de mim: Eu sou a luz sob cujos raios te aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos.
Quando te extinguir o ânimo para arrastares as incoerências a vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: Eu sou a força capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às atrocidades do mundo.
Quando inclemente te açoitares os vendavais da má sorte e já não souberes onde reclinas a cabeça, corre para junto de mim: Eu sou o refúgio em cujo seio encontrarás guarida para teu corpo e tranquilidade para teu espírito.
Quando te falta a calma nos momentos de maior aflição e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: Eu sou a paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis.
Quando te debateres no paroxismo da dor e estiveres com a alma ulcerada pelos espinhos, recorre-me: Eu sou o bálsamo que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos.
Quando o mundo te iludir com suas promessas e perceberes que já ninguém pode te inspirar confiança, vem a mim: Eu sou a sinceridade que ampara a franqueza de tuas atitudes.
Quando a melancolia magoar teu coração, e tudo te causar aborrecimento, clama por mim: Eu sou a alegria que te insufla um alento novo e te faz conhecer o encanto do teu mundo exterior.
Quando uns e outros te negarem as idéias mais belas, e te sentires no auge do desespero, procura por mim: Eu sou a esperança que robustece a fé e te acalenta os sonhos.
Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e a desconfiança te invadir a alma, recorre a mim: Eu sou a crença que inunda de luz teu entendimento, e te habilita para a conquista da felicidade.
Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera, e te desiludires do sentimento do teu semelhante, aproxima-te de mim: Eu sou a renúncia que ensina a enfrentar a ingratidão dos homens e esquecer as mágoas que dilaceram a alma.
Quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura, ao pássaro que canta, à flor que desabrocha, à estrela que cintila no céu, ao moço que espera e ao velho que divaga: Eu sou a dinâmica da Vida e a harmonia da Natureza. Chamo-me Amor - remédio para todos os males que possam ferir teu espírito.

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